sábado, 2 de maio de 2015

Peças de reposição, é, coração



As músicas do Ben Howard tem a incrível força de me inspirar a pensar mais profundamente sobre as coisas e me fazer escrever sobre a maioria das coisas que penso. Hoje sem vinho, nem álcool, só um refrigerante meio ruim que vende aqui em Manaus. Esses últimos tempos tenho sentido a necessidade de escrever mais aqui no meu diário/blog/sei lá o que. Talvez por eu mais uma vez ter levado um pé na bunda, por ter confiado demais. Na verdade paixonite só criada na minha cabeça. E quem se ferrou emocionalmente, eu. Afinal, o que são sentimentos? Existem de verdade? Não terão utilidade alguma - desculpa o pensamento sobre só atribuir importancia às coisas que tem utilidade pro mundo - mas o que eu sentir agora vai realmente ter importancia daqui 2 mil anos? Ou alguém nesse mundo sabe como uma pessoa que viveu há 2 mil anos se sentiu e se importa com isso?
Estava vendo o Facebook (que agora desativei de novo) de uma colega de trabalho. Quando bati os olhos nela percebi que é lésbica. Faz alguns meses que trabalhamos juntos, porém ela nunca deu nenhum indicativo de nada e nem me importo isso, afinal é a vida pessoal dela. Mas como bom stalker que sou, fucei o facebook até achar a tal pessoa com quem ela vivia, segundo um relato que ela mesmo contou uma vez. Acabei descobrindo o nome, cidade natal, e provavelmente o tempo que estão juntas. Ah, as redes sociais. Esse foi um dos motivos pelo qual eu resolvi cancelar de novo o Facebook, e agora o Instagram. Só não cancelo o G+ porque minha relação com essa rede é bem diferente do que foi com as outras, nas quais eu me expus demais. Ninguém mais hoje em dia, nas redes sociais virtuais, tem mais intimidade. Fica tudo muito aberto, indiscreto, nosso lado ''eu'' se perde em meio aos likes. Não quero isso pra minha vida.
A noite está bem estranha, não se decide se fica abafada ou fresca, mas nem estou com ar condicionado - o que para os padrões daqui significa um dia frio. Lá fora as nuvens passam baixas, alaranjadas pelas luzes. Sem aviões, sem latidos, sem motos, sem gente. Tudo um silêncio, um desespero, uma falta. Eu também hoje estou meio assim, uma mistura, não sei se choro, se rio, se danço, se leio, se vejo TV, se existo. As coisas estão meio sem sentido. Mas preciso aprender a não atribuir o sentido das coisas apenas por quem eu me apaixono, como se eu dependesse de outro sempre.
Na verdade nem estava com muita vontade de escrever hoje, mas resolvi, pra ver se consigo pelo menos dormir em paz. Ultimamente tenho ficado sem sono de madrugada, dormido lá pelas 5 quando os barulhos começam aqui em casa e lá fora. Aí acordo quase na hora de ir pro estágio, e fico o dia apático.
Estou pensando em ir pra Roraima mês que vem, dar uma volta. Eu gosto de lá, as paisagens, o relevo, a cidade pacata. Tenho tios que moram lá, então poderia economizar num hotel, e apenas ficar passeando, O maior problema é ir sozinho pra lugares assim, já que não se pode confiar muito nas pessoas estranhas em lugares muito isolados, não faria sentido eu me meter sozinho pra serra do Tepequém, de ônibus. Mas se for mesmo, combino com algum parente de lá. Estou precisando viajar, nem que seja pra algum interior. Uma coisa que tem acontecido comigo é que as viagens se tornam divisores de águas de momentos na minha vida, sempre que acontece alguma coisa não muito legal, e quando vem uma viagem, eu volto reciclado e superado. Não que eu tenha viajado muito até hoje, mas das que eu fiz, quase coincidiram com paixonites terminadas, declarações familiares, etc, e as viagens ajudam a superar isso, as experiências e principalmente os cenários e janelas que eu vejo, faz tudo ficar limpo na mente.
Estou pensando em fazer um livro chamado pancromático e tratar de algumas questões que me fazem refletir, mas isso vou escrever depois, já que só eu mesmo leio isso aqui.
Só mais uma... a minha música preferida, a letra é tão bonita, e o som também:



Mais uma vez, melhor terminar sem um fim. Acho que amanhã, ou depois, ou mês que vem eu escrevo.




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